Vereador Maildson defende a Instituição do Dia Alusivo à Pessoa com TDAH e/ou Dislexia no Calendário de Parintins

por Clely Ferreira publicado 28/08/2019 09h35, última modificação 29/08/2019 08h48 Texto: Clely Ferreira / Foto: Simone Brandão
Dia 13 de Julho. Esta data simboliza, a nível mundial, o Dia da Consciência sobre o Transtorno do Déficit de Atenção e hiperatividade (TDAH). Foi justamente ela que o vereador Mailson Fonseca (PSDB) sugeriu para ser instituída no calendário de eventos do município de Parintins como Dia Alusivo às pessoas com TDAH e/ou Dislexia.

Dia 13 de Julho. Esta data simboliza, a nível mundial, o Dia da Consciência sobre o Transtorno do Déficit de Atenção e hiperatividade (TDAH). Foi justamente ela que o vereador Mailson Fonseca (PSDB) sugeriu para ser instituída no calendário de eventos do município de Parintins como Dia Alusivo às pessoas com TDAH e/ou Dislexia.

Por meio de Projeto de Lei, Maildson defendeu a proposta na manhã de terça-feira (27) na Tribuna da Câmara. O projeto obteve aprovação de todos os vereadores presentes na Sessão Plenária.

“A pessoa com TDAH, muitas vezes, é bastante discriminada, por a sociedade não entender o seu comportamento. Hiperatividade é um transtorno de comportamento, o qual, muitas vezes, incomoda nos espaços onde ela se encontra. Por vezes, ela é acometida pelo transtorno, mas não sabe. Apenas os especialistas, os neuropediatras, os psicólogos e até os professores detectam a questão”, explicou.

O parlamentar deu seu testemunho como exemplo. “Eu fui diagnosticado disléxico. Além de mim, quantos mais daqui são hiperativos? Muitas pessoas são hiperativas e não sabem. Nunca estiveram diante de um neuropsicólogo para avaliar sua situação. Eu tive essa oportunidade, acredito que aos 25, 26 anos”, contou.

O parlamentar já teve outro projeto, aprovado, sancionado e publicado, voltado às crianças acometidas com TDAH. “Passaram a ter na escola o direito a um acompanhante, visto que é muito trabalho para um professor que tem um aluno hiperativo. A pessoa tem o déficit de atenção. Geralmente, tem dislexia. É por esse motivo que ela manifesta dislexia, tem problema de ler, problema de escrever, porque nada disso chama sua atenção”, frisou.

Maildson disse “que, na antiguidade, essas pessoas eram torturadas”. Pontuou ainda que “há alguns anos atrás, o professor dava cascudo, botava atrás da porta, batia, para tentar impor limites a uma pessoa que não é por sua culpa o comportamento”.

“Na infância, o meu comportamento era visto de forma desleal. Eu fui reprovado, fiquei de recuperação. Perdia ponto por causa do comportamento. Eu não entendia e ninguém sabia de nada disso. Quando eu converso com os pais, eu digo para eles: Hoje, eu estudo doutorado. Isso para mim não foi problema, assim como não é problema para o seu filho”, concluiu.